Ação em Usafas esclarece dúvidas de equipes sobre atendimento à população LGBTQIA+
A intenção é construir um diagnóstico da situação a partir das questões levantadas nas Usafas
Por: NÁDIA ALMEIDA MTB: 25.245 | 18/09/2026
Em Praia Grande, as secretarias municipais de Diversidade e Inclusão (Sedi) e de Saúde Pública (Sesap) mais uma vez se unem para aprimorar o atendimento à população LGBTQIA+ na rede pública. Teve início na manhã desta sexta-feira, dia 18, um ciclo de encontros técnicos que visam esclarecer dúvidas, previamente levantadas, das equipes multidisciplinares das Unidades de Saúde da Família (Usafas) sobre questões relacionadas a esse público específico.
A primeira a receber a iniciativa foi a Usafa Mirim I, seguida da Usafa Ocian. A intenção é que o grupo visite as unidades básicas para, ao final dos encontros, construir um diagnóstico da situação baseado nas demandas apresentadas pelas próprias equipes multidisciplinares. O encontro é aberto a todos os colaboradores, de agentes comunitários de saúde a médicos e enfermeiros, passando por funcionários administrativos, profissionais de odontologia e outros setores.
Quem explica é a diretora da Divisão de Assuntos LGBTQIA+ da Sedi, Ana Beatriz Miranda Ferreira, que coordenou a ação na Usafa Mirim I, acompanhada pela médica da Família e Comunidade Juliana Palomanes, integrante do Grupo de Trabalho LGBT+, e da psicóloga Ana Cristina Zordan Rani Yonamine, de Educação Permanente, ambas da Sesap. “Essa ação foi um primeiro passo muito importante. Com base no diagnóstico a ser construído a partir dessas demandas, conseguiremos propor capacitações mais focadas nas reais necessidades, tanto as da nossa comunidade LGBT+ quanto as dos nossos profissionais de saúde”, avaliou.
Nos dois primeiros encontros, as dúvidas mais frequentes foram sobre nome social, como a diferença entre nome social e nome retificado, atendimento no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e questões do sistema que necessitam de ajustes. “Acho que foi muito importante estar trabalhando para uma atuação em rede e para melhorar o acesso dessa população aos serviços de saúde, considerando todas as suas necessidades e especificidades”, explicou Ana Beatriz. Ela frisou que o objetivo é oferecer aos pacientes acesso à saúde integral e de qualidade, não se limitando apenas à questão hormonal. “Queremos trazer dignidade para a população LGBT e uma segurança aos que estão atendendo, evitando constrangimentos, tanto por parte da população quanto por parte dos nossos servidores”, acrescentou.
CADASTRO - Junto aos agentes comunitários de saúde, a orientação foi fazer as perguntas para o preenchimento adequado do cadastro dos pacientes, pois é fundamental obter informações corretas sobre orientação sexual e identidade de gênero, assim como cor, raça e deficiência. “Isso é muito importante para conseguir ter um diagnóstico fidedigno da nossa população e construir políticas públicas voltadas para esse público”, destaca a diretora da Sedi.
Para a diretora da Usafa Mirim I, Roseli Pires Caires, a reunião ajudou a aprimorar a atenção aos pacientes. “É muito útil pelas mudanças que estão acontecendo, nesse período de adaptação. Considero uma abordagem muito necessária para os dias atuais para explicar conceitos, esclarecer dúvidas e clarear os pensamentos de forma mais objetiva”, opinou.
A aceitar o convite do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) da Sesap para a parceria, a Divisão de Assuntos LGBTQIA+ da Sedi pretende dar sequência ao trabalho em futuras iniciativas para aprimorar o acolhimento a esse público, promovendo a inclusão e facilitando seu acesso aos serviços da rede.
