PG educa para a vida desde o ingresso na creche
Conceitos são trabalhados de forma lúdica, por meio de jogos e brincadeiras
Por Nádia Almeida | 28/8/2008

Eles chegam sem dentes nem cabelos. Não sabem falar, andar e dividir. Entre a despedida da mãe na porta da sala de aula e o reencontro no final da tarde, em 10 horas diárias, cinco dias por semana, alunos das creches municipais aprendem mais que apenas socialização. Provar alimentos sólidos, dar os primeiros passos, o início de um processo crescente de desenvolvimento. Em pouco tempo, surpreendem a família ao comer sem ajuda e com talheres, deixar as fraldas e balbuciar novas palavras.
Nas creches, que atendem crianças de zero a 3 anos, o trabalho de educar para a vida é feito em parceria pelos professores recreacionistas, que assumem a parte pedagógica, e os atendentes de educação, responsáveis pela higiene e alimentação. É o binômio “cuidar e recrear”, como explica a secretária de Educação, Maura Lígia Costa Russo, que é pedagoga.
Avançando ainda mais na qualidade em Educação Infantil, que também envolve a pré-escola (de 3 a 4 anos), a Secretaria de Educação (Seduc) estimula os atendentes a concluir o curso de magistério para que se possa, no futuro, unificar o trabalho numa só função.
“Entendemos que, pela proximidade na hora da higiene e da alimentação, esse profissional (o atendente) consegue ter um vínculo maior com a criança”, adianta Maura. “Diminui um pouco esse círculo de pessoas, fica uma coisa mais aconchegante e próxima. Acaba se criando uma identidade maior com o profissional. Tudo isso favorece o ambiente para as crianças, tornando-o mais prazeroso.”
Magistério - Como cuidar de criança é coisa séria, a secretaria aposta no preparo dos funcionários, principalmente dos atendentes de educação, os antigos berçaristas. “Hoje quase 200 deles estão cursando magistério. Estamos oportunizando isso para que tenham melhor percepção da importância de seu trabalho para essa faixa etária. Com isso, temos funcionários mais comprometidos no trato com as crianças.”
Nessa busca permanente por excelência, os funcionários são estimulados a prosseguir os estudos. “Ficamos ainda com um grupo pequeno de profissionais que não terminaram o Ensino Médio, então, por isso, não puderam cursar o magistério”, prossegue. “Os incentivamos a ingressar na Educação de Jovens e Adultos, antigo supletivo, para adiantar esse processo.”
Maura cita ainda que todo ano, em julho, a Seduc realiza a Semana do Educador de Apoio. “Trata-se de capacitação específica para os funcionários diretamente ligados à escola. O servente, a ajudante de cozinha, a merendeira, enfim, todos têm papel importante na educação da criança, como estimular o consumo de um legume, por exemplo”, salienta. “Queremos mostrar a importância que eles exercem dentro da escola. Eles também são imprescindíveis.”
Lúdico - Muitos pais ficam na dúvida sobre que tipo de ensino é dado às crianças pequenas. A secretária esclarece que de quatro meses a três anos, a proposta é trabalhar conceitos de forma lúdica. “Nada é imposto, mas já há essa preocupação porque haverá uma continuidade de procedimentos. O trabalho ocorre de forma espontânea e natural, por meio de jogos”, explica. “Mas as brincadeiras têm regras, que precisam ser obedecidas. Nossa rotina depende de ordem; vivemos em sociedade.”
A rede adota o método sociointeracionista, que estabelece relação entre aprendizagem e cotidiano. “É permitir essa socialização, interacionista no sentido de associar ao dia-a-dia a vivência do seu mundinho escolar”, detalha Maura. “Com isso, conseguimos perceber que há melhor concepção dos conceitos quando são estabelecidos; ficam muito mais claros. Quando a criança associa o que aprende ao seu dia-a-dia, percebe de forma mais prática.”
Além da recreação educativa, as crianças também aprendem ações simples, como comer sozinhas e com talheres. “Claro que temos de estimular, mas não podemos dar um prato de comida para uma criancinha de Berçário 2, na faixa etária de dois anos, porque ela não vai comer sozinha. É preciso ter o estímulo, alguém auxiliando”, frisa.
O ritmo da criança também é respeitado com relação às múltiplas atividades e até na hora do soninho. “Quando a gente visita, observa que, às vezes, ela está deitada quietinha, mas não está dormindo e nem se obriga que ela durma”, diz.
Nessas 10 horas diárias que as crianças permanecem na creche, o tempo voa: os horários são divididos em múltiplas atividades, como alimentação, sono, higiene e diversão. “É uma maneira de estabelecer algumas regras porque se ficarmos só com a parte das brincadeiras também esgota. É preciso ter esse momento de volta à calma. Os espaços são amplos, o número de crianças é maior, mas procuramos não deixá-los sem atividade para evitar o ócio”, justifica. “Há toda uma programação. Não existe o cansar de não fazer nada; acho que cansam de tanto movimento. O dia passa e elas nem sentem, e acho isso válido.”
Nas creches, que atendem crianças de zero a 3 anos, o trabalho de educar para a vida é feito em parceria pelos professores recreacionistas, que assumem a parte pedagógica, e os atendentes de educação, responsáveis pela higiene e alimentação. É o binômio “cuidar e recrear”, como explica a secretária de Educação, Maura Lígia Costa Russo, que é pedagoga.
Avançando ainda mais na qualidade em Educação Infantil, que também envolve a pré-escola (de 3 a 4 anos), a Secretaria de Educação (Seduc) estimula os atendentes a concluir o curso de magistério para que se possa, no futuro, unificar o trabalho numa só função.
“Entendemos que, pela proximidade na hora da higiene e da alimentação, esse profissional (o atendente) consegue ter um vínculo maior com a criança”, adianta Maura. “Diminui um pouco esse círculo de pessoas, fica uma coisa mais aconchegante e próxima. Acaba se criando uma identidade maior com o profissional. Tudo isso favorece o ambiente para as crianças, tornando-o mais prazeroso.”
Magistério - Como cuidar de criança é coisa séria, a secretaria aposta no preparo dos funcionários, principalmente dos atendentes de educação, os antigos berçaristas. “Hoje quase 200 deles estão cursando magistério. Estamos oportunizando isso para que tenham melhor percepção da importância de seu trabalho para essa faixa etária. Com isso, temos funcionários mais comprometidos no trato com as crianças.”
Nessa busca permanente por excelência, os funcionários são estimulados a prosseguir os estudos. “Ficamos ainda com um grupo pequeno de profissionais que não terminaram o Ensino Médio, então, por isso, não puderam cursar o magistério”, prossegue. “Os incentivamos a ingressar na Educação de Jovens e Adultos, antigo supletivo, para adiantar esse processo.”
Maura cita ainda que todo ano, em julho, a Seduc realiza a Semana do Educador de Apoio. “Trata-se de capacitação específica para os funcionários diretamente ligados à escola. O servente, a ajudante de cozinha, a merendeira, enfim, todos têm papel importante na educação da criança, como estimular o consumo de um legume, por exemplo”, salienta. “Queremos mostrar a importância que eles exercem dentro da escola. Eles também são imprescindíveis.”
Lúdico - Muitos pais ficam na dúvida sobre que tipo de ensino é dado às crianças pequenas. A secretária esclarece que de quatro meses a três anos, a proposta é trabalhar conceitos de forma lúdica. “Nada é imposto, mas já há essa preocupação porque haverá uma continuidade de procedimentos. O trabalho ocorre de forma espontânea e natural, por meio de jogos”, explica. “Mas as brincadeiras têm regras, que precisam ser obedecidas. Nossa rotina depende de ordem; vivemos em sociedade.”
A rede adota o método sociointeracionista, que estabelece relação entre aprendizagem e cotidiano. “É permitir essa socialização, interacionista no sentido de associar ao dia-a-dia a vivência do seu mundinho escolar”, detalha Maura. “Com isso, conseguimos perceber que há melhor concepção dos conceitos quando são estabelecidos; ficam muito mais claros. Quando a criança associa o que aprende ao seu dia-a-dia, percebe de forma mais prática.”
Além da recreação educativa, as crianças também aprendem ações simples, como comer sozinhas e com talheres. “Claro que temos de estimular, mas não podemos dar um prato de comida para uma criancinha de Berçário 2, na faixa etária de dois anos, porque ela não vai comer sozinha. É preciso ter o estímulo, alguém auxiliando”, frisa.
O ritmo da criança também é respeitado com relação às múltiplas atividades e até na hora do soninho. “Quando a gente visita, observa que, às vezes, ela está deitada quietinha, mas não está dormindo e nem se obriga que ela durma”, diz.
Nessas 10 horas diárias que as crianças permanecem na creche, o tempo voa: os horários são divididos em múltiplas atividades, como alimentação, sono, higiene e diversão. “É uma maneira de estabelecer algumas regras porque se ficarmos só com a parte das brincadeiras também esgota. É preciso ter esse momento de volta à calma. Os espaços são amplos, o número de crianças é maior, mas procuramos não deixá-los sem atividade para evitar o ócio”, justifica. “Há toda uma programação. Não existe o cansar de não fazer nada; acho que cansam de tanto movimento. O dia passa e elas nem sentem, e acho isso válido.”