Wlamir Marques elogia crescimento de PG

Lenda do basquete nacional vê futuro no esporte da Cidade

Por Fabricio Tinêo | 6/2/2009

“Nenhum município do Litoral evoluiu tanto quanto Praia Grande”, afirmou o ex-jogador de basquete Wlamir Marques, 71 anos. “Mudei-me para Piracicaba em 1973. Depois de nove anos, fui para São Paulo. Sou do tempo que Praia Grande era bairro de São Vicente. Estive aqui em 2007, durante os Jogos Abertos, e fiquei impressionado com o crescimento da Cidade. Realmente algo notável”, afirmou Marques.

Em 2008, a fera das quadras foi homenageada pela Prefeitura de Praia Grande, através das Secretarias da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e Educação (Seduc), e o Instituto Social de Educação Esportiva (ISEE), parceiro do esporte municipal durante, o 1º Festival de Basquete SuperEscola. Mais de 300 crianças estiveram presentes.

Marques analisou a atual situação do basquete nacional. “Acho que dentro de quadra, não nos falta nada. Temos material humano e massificação. Praia Grande está popularizando o esporte. No clube, existem taxas e mensalidades. Já aqui, qualquer garoto pode jogar. Precisamos evoluir no aspecto organizacional”.

Analítico como poucos dentro do basquete, Wlamir destacou problemas no País. “Faltam-nos conquistas internacionais como o vôlei tem obtido, por exemplo. Porém, internamente, os campeonatos paulistas de basquete reúnem 20, 30 times, enquanto os de vôlei não chegam a 10”.

E acrescentou: “O que falta são dirigentes capacitados, com idéias novas dentro da Confederação Nacional. Hoje o esporte está mais equilibrado. Não é como na minha época, quando Estados Unidos, União Soviética e Brasil dominavam”.

História - Nascido em São Vicente, em 16 de julho de 1937, Marques iniciou no esporte aos 10 anos, no Clube de Regatas Tumiaru. Atuou ainda pelo XV de Piracicaba, Corinthians e Tênis Clube de Campinas. Em 1959 e 1963, conquistou o prêmio de cestinha do Campeonato Mundial. Sagrou-se bicampeão mundial (1959 e 1963), tetracampeão sul-americano, hexacampeão brasileiro e decacampeão paulista.

O ex-jogador conquistou ainda duas medalhas de prata em mundiais (1954 e 1970) e dois bronzes olímpicos, em 1960, em Roma, na Itália; e em 1964, em Tóquio, Japão. Em Jogos Pan-Americanos, faturou uma prata no Brasil, e dois bronzes, em 1955 no México e em 1959 na Argentina.

Jornalismo – Exercendo a função de comentarista esportivo do canal a cabo ESPN Brasil, o professor de educação física revela uma paixão. “Adoro trabalhar na tevê. Com o passar do tempo, descobri que 89% da população brasileira assiste a jogos de basquete, mas não o entende. Aí entra minha contribuição. Minha missão na televisão é passar uma boa mensagem sobre o jogo”, concluiu.

Apoio - Além da Sejel, apóiam o basquete de Praia Grande: Casa do Encanador, Casa das Bombas, Construtora Martino, Bailon Automóveis, Luigi Veículos, Fisioterapia e Educação Física da UniSanta, Estação Saúde Academia, Paco Reciclagem, Raiatec, Cantina e Restaurante Di Plaza, Opção Company Escola de Idiomas e Farmácia de Manipulação Silvestre.