Trair e Coçar leva mais de 1.500 pessoas ao teatro

Três apresentações no feriado prolongado rendeu casa lotada todos os dias

Por André Aloi | 13/10/2009

Cerca de 1.500 pessoas assistiram em Praia Grande, no último fim de semana (dias 9, 10 e 11), no Teatro Serafim Gonzalez (Palácio das Artes), a peça ‘Trair e Coçar é só Começar’. Casa lotada em todas sessões (capacidade do teatro é de 513 pessoas), com pouco mais de duas horas cada, o espetáculo teatral abordou hipóteses de adultérios, geradas por equívocos e confusões provocados pela empregada Olímpia. A peça, que deu origem ao longa, e está há 23 anos em cartaz, divertiu a todos e arrancou risadas do público.

A empresária do ramo hoteleiro, Walkíria Frassini, do Bairro Canto do Forte, foi à apresentação acompanhada do marido, José Carlos. “Acompanhamos todos os espetáculos no Palácio das Artes. Não perdemos um sequer”, responderam em coro, orgulhosos pelo espaço praiagrandense destinado a arte.

Para o casal de turistas de Sumaré (a 118 km da Capital), os professores Edna Neves de Oliveira e Antonio Joaquim de Oliveira, que passavam o fim de semana prolongado na Cidade, a apresentação foi maravilhosa. “Amamos o espetáculo. É a terceira vez que estamos no teatro e prometemos voltar sempre que estivermos na Cidade”, disse a educadora.

Trama - No enredo, a protagonista, empregada Olímpia, se aproveita da desconfiança geral entre os casais para subornar os patrões e amigos, um vendedor de jóias e um padre – todos frequentadores do apartamento onde se passa toda a trama.

Este ano, o espetáculo ganhou cara nova com apartamento moderno e novos figurinos, que completam o processo de contextualização contemporânea à peça.

Para a atriz, Anastácia Custódio (empregada Olímpia), é um privilégio ver as pessoas gargalhando felizes com o espetáculo. “Aqui, as apresentações viraram praticamente um estádio de futebol de tão boa que foi a reação do público - mais de 2h15, sendo que o espetáculo tem, em média, 1h50”, destacou. “A ingenuidade é o que rege o texto. Não tem palavrões, nem nada de apelativo, apesar do nome. É um espetáculo para a família. Quem já não teve uma Olímpia em casa – o tal do telefone sem fio: quem conta um conto, aumenta um ponto”, indaga.

O ator Carlos Mariano (Dr. Eduardo), que há oito anos participa da montagem, agradeceu ao público, dizendo que foi muito prazeroso subir ao palco no Serafim Gonzalez. “No primeiro dia, até estávamos com vontade de rir. Isso acontece porque o público é talentoso, houve uma boa interação”, pontuou. “A plateia reagia de forma maravilhosa. Antes mesmo de você arrematar uma piada, já estavam rindo”.

Elogio - Mariano credita o sucesso à simplicidade do texto. “Foi tão bem montado que continua maravilhoso. Desde a década de 1980, o texto continua atual e vai ser sempre porque, na plateia, você vê a molecadinha acompanhada dos pais ou avós, que se divertem tanto ou mais do que eles”, disse.

O ator enalteceu a iniciativa da Prefeitura em montar um teatro deste porte. “O público de Praia Grande merece bons espetáculos. Até porque o teatro é maravilhoso, lindíssimo e a Prefeitura está de parabéns porque consegue ter preço acessível”, finalizou.