PG fiscaliza embarcações para evitar acidentes no mar

Em 2010 mais de 4 mil embarcações saíram do Forte. Em 2011 já são mais de 560

Por Paola Vieira | 18/1/2011

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Comum na alta temporada, acidentes envolvendo embarcações podem acabar em tragédia. Em Praia Grande, desde 2001, não é registrado nenhum caso de acidente marítimo com vítimas ou entre embarcações. O Município é um dos únicos da Baixada Santista a alcançar essa conquista, isso graças ao trabalho do Grupamento de Guarda Costeira da Guarda Civil Municipal (GCM).

Somente na primeira quinzena de 2011, mais de 560 embarcações como jet skis, lanchas e barcos foram para o mar no Município. Em 2010, o Grupamento contabilizou mais de 4 mil equipamentos deste tipo partindo do Posto do Grupamento, no Bairro Canto do Forte, único lugar com entrada regulamentada.

“Só no dia 31 de dezembro foram 100 embarcações. Fazemos um trabalho educativo, orientando os navegantes. Logo que o condutor chega ao Posto para colocar sua embarcação na água fazemos uma vistoria preventiva, verificamos a documentação da pessoa e da embarcação, e os equipamentos de segurança. Além disso, desenvolvemos o trabalho ostensivo, notificando quem infringe a legislação”, explica o inspetor do Grupamento de Guarda Costeira, Delfo Almeida Monsalvo.

O inspetor ressalta ainda que o Grupamento notifica os responsáveis de acordo com a gravidade da infração. “De dezembro até o último final de semana foram dez notificações, a maioria gravíssima, como manobra perigosa e excesso de velocidade. O condutor precisa se dirigir à Capitania dos Portos no prazo de oito dias, e o valor da multa varia de R$ 82,00 à R$ 3.200,00”.

Seis homens, uma embarcação, uma viatura e um caiaque são os responsáveis pela tranqüilidade de banhistas e navegantes. Eles têm como propósito ordenar o uso das praias no que tange ao controle do tráfego aquaviário, a proteção e preservação do meio ambiente marinho, nas áreas adjacentes às praias.

O Grupamento exerce o trabalho da Marinha no Município, eles são responsáveis por verificar a entrada da embarcação, documentos do proprietário e dos equipamentos náuticos e equipamentos de salvatagem (segurança). A fiscalização é intensificada neste bairro, mas com um bote os homens vistoriam todo o Município.

“Assim como no trânsito, acidentes náuticos causam vítimas, estas em sua maior parte fatais, e essa estatística vêm crescendo a cada ano, com o aumento do fluxo de embarcações e a facilidade de compra. Pioneira, a Prefeitura de Praia Grande vem realizando há vários anos esse trabalho de fiscalização”, destaca o inspetor.