Controle de Infecção aborda higiene das mãos

Projeto “Mãos Limpas são Mãos mais Seguras” acontece no Complexo Irmã Dulce

Por Antonio Cassimiro | 26/1/2012

Lavar as mãos previne infecções relacionadas à assistência em saúde, uma vez que impede a transmissão cruzada de microorganismos. Desenvolvido pelo serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), do Complexo de Saúde Irmã Dulce, o projeto “Mãos Limpas são Mãos mais Seguras” é realizado desde o fim do ano passado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, que serve como modelo para a futura implantação nas demais unidades do hospital e no Pronto-Socorro Central.

Como coordenadora do projeto, a enfermeira Luize Fábrega Juskevicius, do SCIH, sensibilizou os profissionais da UTI utilizando tinta verde para evidenciar se a higienização está sendo perfeita. “Foi uma capacitação prática para que eles vissem se e onde estão falhando”, observa.

Para o gerente de Enfermagem, Adilson Teixeira, a iniciativa é importante para consolidar conhecimentos já transmitidos em palestras regulares. “É uma ação simples e muito eficaz”, conclui.
A adesão ao projeto consiste em desenvolver ações que favoreçam a implantação da Estratégia Multimodal de Melhoria da Higienização das Mãos proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) dentro da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente.

Ao participar, o Irmã Dulce aceitou cumprir as metas propostas na adequação do espaço físico, treinamento e educação, avaliação e retorno, lembretes no local de trabalho e clima de segurança institucional na unidade modelo. Ao oferecer a infraestrutura adequada, foi preciso disponibilizar não apenas pias com água, sabão e papel em locais estratégicos, mas também o álcool gel a 70% à beira-leito ou nos pontos de assistência.

Derrubando mito - O projeto também quer desmistificar que o álcool gel não funciona. Segundo os profissionais do SCIH, o produto é mais rápido e muito eficaz, mas o profissional deve saber quando usar o álcool e quando lavar as mãos com água e sabão.

Enquanto a lavagem das mãos exige 60 segundos, no mínimo, a higienização com o álcool gel leva 20 segundos, no máximo, diferença considerável para quem precisa repetir o procedimento toda vez que colocar e retirar as luvas, ter contato com o paciente ou áreas próximas a ele, antes e depois de procedimento e após a exposição a fluídos corpóreos.

O uso do álcool-gel não elimina a lavagem das mãos, que deve ser feita quando estiverem oleosas ou visivelmente sujas. Vale lembrar que no Centro Cirúrgico a equipe segue uma higienização ainda mais rigorosa, com produtos diferenciados.

Em fevereiro, o SCIH reaplicará um questionário de percepção e conhecimento aos profissionais que dão assistência ao paciente. O consumo de álcool gel é registrado e mensurado pelo SCIH, que checa a quantidade gasta por dia. As informações colhidas serão enviadas para o Estado antes da conclusão do projeto.

Seja com água e sabão, preparação alcoólica e antisséptico degermante, a limpeza das mãos deve ser minuciosa. Antes é preciso retirar acessórios, como anéis, pulseiras e relógio. Ao ensaboar as mãos e friccioná-las, deve-se dar atenção às palmas, dorsos, punhos, áreas internas, entre os dedos e unhas (curtas), repetindo os movimentos. A secagem deve ser feita com papel toalha descartável, também usado para fechar a torneira. Com álcool a 70%, deve-se deixar secar espontaneamente.

O treinamento deve ser concluído em março e é promovido pela Secretaria de Estado da Saúde por meio da Divisão de Infecção Hospital/Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).