Palestras e exames marcam o Dia Internacional da Mulher em PG
Por Alex Frutuoso | 4/3/2004
A Secretaria de Saúde de Praia Grande – Sesap – está preparando uma programação especial em razão do Dia Internacional da Mulher, que será comemorado na próxima segunda-feira, 8 de março. A partir dessa data, e até a sexta-feira (12/3), todas as unidades de saúde do Município irão realizar palestras sobre planejamento familiar, prevenção ao câncer de mama e ao câncer de colo do útero, além de questões relacionadas ao climatério, como a osteoporose e a reposição hormonal.
De acordo com a dra. Marivel Gómez Barreiro, do Apoio Técnico da Saúde da Mulher, além das palestras, as unidades estarão realizando o exame papanicolao, o preventivo que detecta o câncer de colo do útero, uma das maiores causas de óbito entre as mulheres e que, se diagnosticado a tempo, pode ser curado. “A nossa meta é atingir, principalmente, aquelas mulheres que nunca fizeram o exame e descobrir como anda a situação na Cidade. Quem fez o papanicolao há mais de um ano também deve fazer o exame. Isso vale ainda para a mulher que tenha alguma alteração em exames anteriores. Mas vale lembrar que esse tipo de trabalho faz parte da rotina das unidades de saúde de Praia Grande e pode ser feito normalmente, durante todo o ano”, afirma.
A única recomendação feita pela Sesap é para que as mulheres não façam o papanicolao caso estejam menstruadas ou usando alguma pomada ginecológica. Os exames podem ser feitos das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas.
Faz parte da campanha também um trabalho de orientação em relação ao auto-exame para a detecção do câncer de mama. As palestras serão realizadas conforme o ritmo de cada unidade. Ou seja, quem quiser acompanha-las deve procurar a unidade mais próxima de sua residência para tomar conhecimento da programação. Outras informações na própria Secretaria de Saúde, pelo telefone 3473-3334.
Confira a seguir, mais detalhes sobre alguns dos tópicos que serão abordados em Praia Grande sobre o Dia Internacional da Mulher.
CÂNCER DE COLO DO ÚTERO – No Brasil, a estimativa é que o câncer de colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, atrás do câncer de pele (não melanoma) e do de mama, representando 10% de todos os tumores malignos em mulheres. No ano de 2000, por exemplo, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 3.953 mulheres em todo o País.
Ainda sobre o tema, são vários os fatores de risco para o câncer de colo do útero: fatores sociais, ambientais e hábitos de vida, como baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar, parcos hábitos de higiene e uso prolongado de contraceptivos orais.
O exame preventivo deve ser feito em todas as mulheres sexualmente ativas, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade.
CÂNCER DE MAMA – Este é o tipo de câncer mais temido pelas mulheres, em razão de sua alta freqüência e por seus efeitos psicológicos devastadores, afetando a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. O câncer de mama é considerado raro em mulheres com menos de 35 anos, mas acima dessa faixa etária sua incidência cresce de forma rápida e progressiva.
No Brasil, o câncer de mama é que o mais causa mortes entre as mulheres. Só para se ter uma idéia, no ano 2000 foram 8.390 mortes. Os sintomas da doença são nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária; surgimento de alterações na pele que recobre o seio, como abaulamentos ou retrações, ou um aspecto semelhante à casca de laranja; podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
Deve ser levado em termos de fatores de risco o histórico familiar, principalmente se mãe e irmã tenham tido o problema na pré-menopausa. A idade é outro importante fator de risco, havendo um aumento de incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (primeira menstruação), a menopausa tardia (instalada após os 50 anos), a gravidez após os 30 anos, a nuliparidade (não ter tido filhos), a ingestão de álcool, mesmo que em quantidade moderada, e exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos são outros fatores.
MENOPAUSA E CLIMATÉRIO – A menopausa é a última menstruação da mulher. O climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, em razão da diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários. Essa situação começa a se desenvolver nas mulheres por volta dos 40 anos, mas normalmente ocorre entre os 48 e os 55 anos. Entre os sintomas estão ondas de calor, que causam vermelhidão súbita no rosto e no tronco; alterações urogenitais; diminuição do desejo sexual; alteração de humor; aumento do risco cardiovascular; diminuição dos níveis de estrogênio, que protegem o coração e os vasos sangüíneos; e osteoporose, que é a diminuição da quantidade de massa óssea.
OSTEOPOROSE – A palavra significa osso poroso. Em razão desse problema, os ossos ficam mais frágeis e mais propensos às fraturas, principalmente no nível da coluna vertebral, fêmur, quadril e punho. Nos cinco primeiros anos após a menopausa é quando acontece a perda mais acentuada de massa óssea.
Estudos da Organização Mundial de Saúde prevêem um aumento no número de fraturas de quadril, em todo o mundo, de 1,7 milhões, marca registrada em 1990, para 6,3 milhões em 2050, especialmente em virtude do crescimento da população de idosos na Ásia, África e América do Sul.
REPOSIÇÃO HORMONAL – Para reduzir os efeitos da menopausa, começou há 20 anos o desenvolvimento de diferentes terapias de reposição hormonal, baseadas na prescrição de hormônios sintéticos que substituem a progesterona e o estrogênio.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o número de mulheres que fazem uso de hormônios cresce a cada ano, já que a medicação apresenta cada vez menos efeitos colaterais.
De acordo com a dra. Marivel Gómez Barreiro, do Apoio Técnico da Saúde da Mulher, além das palestras, as unidades estarão realizando o exame papanicolao, o preventivo que detecta o câncer de colo do útero, uma das maiores causas de óbito entre as mulheres e que, se diagnosticado a tempo, pode ser curado. “A nossa meta é atingir, principalmente, aquelas mulheres que nunca fizeram o exame e descobrir como anda a situação na Cidade. Quem fez o papanicolao há mais de um ano também deve fazer o exame. Isso vale ainda para a mulher que tenha alguma alteração em exames anteriores. Mas vale lembrar que esse tipo de trabalho faz parte da rotina das unidades de saúde de Praia Grande e pode ser feito normalmente, durante todo o ano”, afirma.
A única recomendação feita pela Sesap é para que as mulheres não façam o papanicolao caso estejam menstruadas ou usando alguma pomada ginecológica. Os exames podem ser feitos das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas.
Faz parte da campanha também um trabalho de orientação em relação ao auto-exame para a detecção do câncer de mama. As palestras serão realizadas conforme o ritmo de cada unidade. Ou seja, quem quiser acompanha-las deve procurar a unidade mais próxima de sua residência para tomar conhecimento da programação. Outras informações na própria Secretaria de Saúde, pelo telefone 3473-3334.
Confira a seguir, mais detalhes sobre alguns dos tópicos que serão abordados em Praia Grande sobre o Dia Internacional da Mulher.
CÂNCER DE COLO DO ÚTERO – No Brasil, a estimativa é que o câncer de colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, atrás do câncer de pele (não melanoma) e do de mama, representando 10% de todos os tumores malignos em mulheres. No ano de 2000, por exemplo, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 3.953 mulheres em todo o País.
Ainda sobre o tema, são vários os fatores de risco para o câncer de colo do útero: fatores sociais, ambientais e hábitos de vida, como baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar, parcos hábitos de higiene e uso prolongado de contraceptivos orais.
O exame preventivo deve ser feito em todas as mulheres sexualmente ativas, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade.
CÂNCER DE MAMA – Este é o tipo de câncer mais temido pelas mulheres, em razão de sua alta freqüência e por seus efeitos psicológicos devastadores, afetando a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. O câncer de mama é considerado raro em mulheres com menos de 35 anos, mas acima dessa faixa etária sua incidência cresce de forma rápida e progressiva.
No Brasil, o câncer de mama é que o mais causa mortes entre as mulheres. Só para se ter uma idéia, no ano 2000 foram 8.390 mortes. Os sintomas da doença são nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária; surgimento de alterações na pele que recobre o seio, como abaulamentos ou retrações, ou um aspecto semelhante à casca de laranja; podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
Deve ser levado em termos de fatores de risco o histórico familiar, principalmente se mãe e irmã tenham tido o problema na pré-menopausa. A idade é outro importante fator de risco, havendo um aumento de incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (primeira menstruação), a menopausa tardia (instalada após os 50 anos), a gravidez após os 30 anos, a nuliparidade (não ter tido filhos), a ingestão de álcool, mesmo que em quantidade moderada, e exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos são outros fatores.
MENOPAUSA E CLIMATÉRIO – A menopausa é a última menstruação da mulher. O climatério é a fase da vida em que ocorre a transição do período reprodutivo ou fértil para o não reprodutivo, em razão da diminuição dos hormônios sexuais produzidos pelos ovários. Essa situação começa a se desenvolver nas mulheres por volta dos 40 anos, mas normalmente ocorre entre os 48 e os 55 anos. Entre os sintomas estão ondas de calor, que causam vermelhidão súbita no rosto e no tronco; alterações urogenitais; diminuição do desejo sexual; alteração de humor; aumento do risco cardiovascular; diminuição dos níveis de estrogênio, que protegem o coração e os vasos sangüíneos; e osteoporose, que é a diminuição da quantidade de massa óssea.
OSTEOPOROSE – A palavra significa osso poroso. Em razão desse problema, os ossos ficam mais frágeis e mais propensos às fraturas, principalmente no nível da coluna vertebral, fêmur, quadril e punho. Nos cinco primeiros anos após a menopausa é quando acontece a perda mais acentuada de massa óssea.
Estudos da Organização Mundial de Saúde prevêem um aumento no número de fraturas de quadril, em todo o mundo, de 1,7 milhões, marca registrada em 1990, para 6,3 milhões em 2050, especialmente em virtude do crescimento da população de idosos na Ásia, África e América do Sul.
REPOSIÇÃO HORMONAL – Para reduzir os efeitos da menopausa, começou há 20 anos o desenvolvimento de diferentes terapias de reposição hormonal, baseadas na prescrição de hormônios sintéticos que substituem a progesterona e o estrogênio.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o número de mulheres que fazem uso de hormônios cresce a cada ano, já que a medicação apresenta cada vez menos efeitos colaterais.
