Futebol ajuda a mudar destino de jovens de Praia Grande
Atividade é oferecida gratuitamente pelo poder público local
Por Fabricio Tinêo | 11/7/2014
Quem nunca se perguntou e se? E se eu tivesse tomado uma outra decisão ou escolhido um outro caminho na vida? Três jovens de Praia Grande tiveram esse momento de dúvida e graças aos polos de iniciação e treinamento de futebol, mantidos pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEEL), eles optaram pelo esporte, com um cotidiano de amizades, saúde e pensamentos positivos.
O meio-campista Aryan Pailotto, 18 anos, nasceu em Santos, mas desde pequeno reside no Bairro Real, em Praia Grande. Viu muitos amigos de infância se aproximarem das drogas, tanto para trabalhar quanto para consumir.
“Tive amigos que usavam drogas, ficaram em situação complicada e soube de tantos outros que estragaram a vida”, afirmou Aryan. “Graças a Deus, meus pais, Ynaê e Atila, sempre conversaram muito comigo sobre as minhas escolhas. O polo de futebol de Praia Grande, o professor Lelê, o coordenador Camarão, me deram uma chance de ouro e estou aproveitando ao máximo. Inclusive, já recebi um convite para jogar no Elche, da Espanha, ainda neste ano”.
Aryan começou a praticar futebol aos 8 anos na Escolinha Beberize, no Bairro Caiçara. Atuou no Santos Futebol Clube, Portuguesa Santista, Paulista de Jundiaí, Palmeiras, São Caetano e Figueirense, de Santa Catarina. Em 2012, voltou a jogar por Praia Grande. “Estava bem no Figueirense. Cheguei a ser convocado para a seleção brasileira sub-15. Mas sabe como é, garoto, acabei me deixando levar por um relacionamento amoroso e fui dispensado do clube. Atletas que jogaram comigo hoje estão na Alemanha, no Flamengo, na Penapolense”.
Ex-aluno do Colégio Recanto (Bairro Boqueirão), Aryan pensou em desistir do futebol. Porém, o trabalho da SEEL chamou a atenção dele. “Se não fosse esse polo de futebol que integro aqui no Portinho, em Praia Grande, teria abandonado a carreira e largado o sonho de ser atleta profissional. Meus pais sempre me apoiaram e, agora, tenho experiência bastante para não cometer os mesmos erros”.
Balada – O atacante Gabriel Coelho, 17 anos, é filho de Sandro e Claudia, irmão de Iris; natural de Praia Grande e residente no Bairro Guilhermina. Aos 4 anos, iniciou a prática do futebol na Escolinha Bate Bola (Forte) e depois, na Dennys Soccer (Aviação). Com passagens pelo São Paulo Futebol Clube, Paraná Clube e Jabaquara, quase perdeu o rumo devido as baladas.
“Eu jogava campo e salão e já tinha uma ajuda de custo. A molecada do time saía para as baladas e eu ia junto. Bebia. Festejava bastante. Era solteiro e queria aproveitar a noite e a mulherada. Dormi muito fora de casa”, afirma Gabriel. “Acho que me acomodei. Moleque novo, só pensava em farra. Hoje, poderia estar muito bem. Num time grande e recebendo como jogador profissional”.
Gabriel pensou em abandonar o campo e seguir apenas no futsal. “O professor Lelê e a turma de Praia Grande, com esses polos de treinamento, me fizeram ver que ainda posso ter sucesso no futebol. Ajudaram-me muito a esquecer as bobagens que fiz. Sou novo e apesar de não me iludir fácil, recebo elogios pela minha técnica. Recentemente, fui convidado para atuar em Portugal. Se for algo concreto, vou jogar na Europa graças ao trabalho realizado aqui”.
Roubo – Com apenas 15 anos, o centroavante Diogo Gouveia Santos viu de perto, muito perto, o mundo do crime. Nascido em Santos, morou até os 13 anos no Bairro Macuco. “Meus amigos de infância se envolveram no mundo do tráfico e roubos. Vi amigos vendendo, usando e fazendo loucuras com drogas”, relatou.
Aos 9 anos, o filho de Soraia e Paulo deu os primeiros passos no futebol, na escolinha Onze Celeste. Há dois anos, Diogo mudou-se para o Bairro Canto do Forte, em Praia Grande. E ele afirma que a oportunidade de treinar e competir no polo de Praia Grande mudou o destino dele e o fez sonhar sem ser um atleta profissional.
“A coisa mais fácil era entrar para esse mundo do crime. Mesmo mudando de cidade, eu poderia ter feito essa opção. Mas após realizar alguns treinos em Praia Grande, fui valorizado pelo técnico Lelê e pelos outros garotos do time. Hoje, imagino que posso chegar a uma equipe profissional. Neste ano, eu vou competir pela primeira vez em um torneio oficial. Sinto-me feliz em jogar”.
Pólos – A Secretaria de Esporte e Lazer (SEEL) de Praia Grande oferece gratuitamente aos munícipes seis polos de iniciação de futebol para jovens de 8 a 16 anos. As atividades ocorrem nos Bairros Canto do Forte, Melvi, Real, Sítio do Campo e Tupi. As atividades são coordenadas pelo chefe de divisão de Treinamento, Esporte de Competição da SEEL, Cláudio Luiz Monteiro de Morais, o Camarão.
Qualquer garoto da Cidade pode participar dos treinamentos e aprender um pouco mais sobre a rotina do futebol. Para isso, deve comparecer ao local com chuteira, calção e meião. É necessário preencher ficha cadastral, ter autorização dos pais, apresentar comprovante de escolaridade e exame médico (exigência legal). E também, reprodução (cópia) do Registro Geral (RG).
Confira todos os locais dos Polos de Iniciação e Treinamento de Futebol Amador:
Campos do Portinho (situado na entrada da Cidade, na Rua Paulo Sérgio Garcia s/nº, Bairro Sítio do Campo)
Segundas, quartas e sextas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Melvi (Rua Milton de Oliveira, s/nº, Bairro Melvi – atrás da caixa de água da Sabesp)
Segundas, quartas e sextas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Atlético Clube de Praia Grande (Avenida Irmãos Adorno s/nº, Bairro Sítio do Campo)
Segundas, quartas e sextas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Esporte Clube Centro Social de Ação Comunitária-Cesac (Rua Cíntia Giufrida, s/nº, Bairro Canto do Forte)
Terças e quintas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Unidos Futebol Clube (Rua Orivaldo Augusto Oliveira, 26.466, Bairro Tupi)
Terças e quintas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Real Esporte Clube (Rua Antônio Luís Permaia, s/nº, Bairro Jardim Real)
Terças e quintas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS: Acesse também nosso conteúdo através do Facebook e do site da Rádio do Paço. Veja também o Banco de Imagens.
O meio-campista Aryan Pailotto, 18 anos, nasceu em Santos, mas desde pequeno reside no Bairro Real, em Praia Grande. Viu muitos amigos de infância se aproximarem das drogas, tanto para trabalhar quanto para consumir.
“Tive amigos que usavam drogas, ficaram em situação complicada e soube de tantos outros que estragaram a vida”, afirmou Aryan. “Graças a Deus, meus pais, Ynaê e Atila, sempre conversaram muito comigo sobre as minhas escolhas. O polo de futebol de Praia Grande, o professor Lelê, o coordenador Camarão, me deram uma chance de ouro e estou aproveitando ao máximo. Inclusive, já recebi um convite para jogar no Elche, da Espanha, ainda neste ano”.
Aryan começou a praticar futebol aos 8 anos na Escolinha Beberize, no Bairro Caiçara. Atuou no Santos Futebol Clube, Portuguesa Santista, Paulista de Jundiaí, Palmeiras, São Caetano e Figueirense, de Santa Catarina. Em 2012, voltou a jogar por Praia Grande. “Estava bem no Figueirense. Cheguei a ser convocado para a seleção brasileira sub-15. Mas sabe como é, garoto, acabei me deixando levar por um relacionamento amoroso e fui dispensado do clube. Atletas que jogaram comigo hoje estão na Alemanha, no Flamengo, na Penapolense”.
Ex-aluno do Colégio Recanto (Bairro Boqueirão), Aryan pensou em desistir do futebol. Porém, o trabalho da SEEL chamou a atenção dele. “Se não fosse esse polo de futebol que integro aqui no Portinho, em Praia Grande, teria abandonado a carreira e largado o sonho de ser atleta profissional. Meus pais sempre me apoiaram e, agora, tenho experiência bastante para não cometer os mesmos erros”.
Balada – O atacante Gabriel Coelho, 17 anos, é filho de Sandro e Claudia, irmão de Iris; natural de Praia Grande e residente no Bairro Guilhermina. Aos 4 anos, iniciou a prática do futebol na Escolinha Bate Bola (Forte) e depois, na Dennys Soccer (Aviação). Com passagens pelo São Paulo Futebol Clube, Paraná Clube e Jabaquara, quase perdeu o rumo devido as baladas.
“Eu jogava campo e salão e já tinha uma ajuda de custo. A molecada do time saía para as baladas e eu ia junto. Bebia. Festejava bastante. Era solteiro e queria aproveitar a noite e a mulherada. Dormi muito fora de casa”, afirma Gabriel. “Acho que me acomodei. Moleque novo, só pensava em farra. Hoje, poderia estar muito bem. Num time grande e recebendo como jogador profissional”.
Gabriel pensou em abandonar o campo e seguir apenas no futsal. “O professor Lelê e a turma de Praia Grande, com esses polos de treinamento, me fizeram ver que ainda posso ter sucesso no futebol. Ajudaram-me muito a esquecer as bobagens que fiz. Sou novo e apesar de não me iludir fácil, recebo elogios pela minha técnica. Recentemente, fui convidado para atuar em Portugal. Se for algo concreto, vou jogar na Europa graças ao trabalho realizado aqui”.
Roubo – Com apenas 15 anos, o centroavante Diogo Gouveia Santos viu de perto, muito perto, o mundo do crime. Nascido em Santos, morou até os 13 anos no Bairro Macuco. “Meus amigos de infância se envolveram no mundo do tráfico e roubos. Vi amigos vendendo, usando e fazendo loucuras com drogas”, relatou.
Aos 9 anos, o filho de Soraia e Paulo deu os primeiros passos no futebol, na escolinha Onze Celeste. Há dois anos, Diogo mudou-se para o Bairro Canto do Forte, em Praia Grande. E ele afirma que a oportunidade de treinar e competir no polo de Praia Grande mudou o destino dele e o fez sonhar sem ser um atleta profissional.
“A coisa mais fácil era entrar para esse mundo do crime. Mesmo mudando de cidade, eu poderia ter feito essa opção. Mas após realizar alguns treinos em Praia Grande, fui valorizado pelo técnico Lelê e pelos outros garotos do time. Hoje, imagino que posso chegar a uma equipe profissional. Neste ano, eu vou competir pela primeira vez em um torneio oficial. Sinto-me feliz em jogar”.
Pólos – A Secretaria de Esporte e Lazer (SEEL) de Praia Grande oferece gratuitamente aos munícipes seis polos de iniciação de futebol para jovens de 8 a 16 anos. As atividades ocorrem nos Bairros Canto do Forte, Melvi, Real, Sítio do Campo e Tupi. As atividades são coordenadas pelo chefe de divisão de Treinamento, Esporte de Competição da SEEL, Cláudio Luiz Monteiro de Morais, o Camarão.
Qualquer garoto da Cidade pode participar dos treinamentos e aprender um pouco mais sobre a rotina do futebol. Para isso, deve comparecer ao local com chuteira, calção e meião. É necessário preencher ficha cadastral, ter autorização dos pais, apresentar comprovante de escolaridade e exame médico (exigência legal). E também, reprodução (cópia) do Registro Geral (RG).
Confira todos os locais dos Polos de Iniciação e Treinamento de Futebol Amador:
Campos do Portinho (situado na entrada da Cidade, na Rua Paulo Sérgio Garcia s/nº, Bairro Sítio do Campo)
Segundas, quartas e sextas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Melvi (Rua Milton de Oliveira, s/nº, Bairro Melvi – atrás da caixa de água da Sabesp)
Segundas, quartas e sextas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Atlético Clube de Praia Grande (Avenida Irmãos Adorno s/nº, Bairro Sítio do Campo)
Segundas, quartas e sextas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Esporte Clube Centro Social de Ação Comunitária-Cesac (Rua Cíntia Giufrida, s/nº, Bairro Canto do Forte)
Terças e quintas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Unidos Futebol Clube (Rua Orivaldo Augusto Oliveira, 26.466, Bairro Tupi)
Terças e quintas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Campo do Real Esporte Clube (Rua Antônio Luís Permaia, s/nº, Bairro Jardim Real)
Terças e quintas-feiras - 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
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