Baleia jubarte encalha em praia do Bairro Ocian

Animal, de cerca de 12 metros, já estava em estado de decomposição

31/7/2020

A carcaça de uma baleia da espécie Jubarte chamou a atenção de quem passou pela praia do Bairro Ocian, em Praia Grande, na manhã desta sexta-feira (31). O animal já estava em avançado estado de decomposição e foi recolhido pelo Instituto Biopesca para que as causas da morte sejam apuradas.

Ainda estava escuro quando o Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe) recebeu a ligação de um morador informando a aparição da carcaça na beira da água da praia. Equipes da Guarda Costeira, da Guarda Civil Municipal (GCM), foram para o local logo no início da manhã para resguardar o animal, já em adiantado estado de decomposição, demonstrando que estava morto há alguns dias.

A equipe acionou biólogos e veterinários do Instituto Biopesca, responsável pelo monitoramento das praias da Bacia de Santos.

De acordo com o inspetor Delfo Monsalvo, tratava-se de um macho, adulto, de cerca de 12 metros de comprimento. “Nossa região está na rota migratória de baleias de várias espécies, incluindo a Jubarte, principalmente nesta época do ano. Como ela já estava em estado de decomposição, é difícil afirmar os motivos da morte, que podem ser vários. Somente os exames realizados com amostras colhidas pelos profissionais da Biopesca poderão determinar as causas”.

Para auxiliar na remoção da baleia, equipes da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) também foram acionadas e precisaram usar tratores.

O resgate de animais marinhos por equipes da Guarda Costeira é muito comum ao longo do ano nas praias da Cidade. Somente este ano, o grupamento já realizou o resgate de mais de 80 animais de várias espécies, alguns deles, infelizmente, já sem vida.

Atuação - A Guarda Costeira desenvolve importante trabalho no resgate e recuperação de animais marinhos encontrados nas praias da Cidade. Os dados são coletados e informados às autoridades ligadas à Secretaria de Meio Ambiente do Estado.

Praia Grande firmou convênio com a Marinha do Brasil no ano 2000, quando o grupamento passou a exercer oficialmente a função de fiscalizar a área marítima da Cidade, sendo a primeira da região a assumir a responsabilidade deste trabalho. Dessa forma, o rigor na fiscalização de embarcações marítimas faz com que a Cidade mantenha zerado o índice de acidentes.