Capela histórica aguarda convênio para reforma
Documentação e projeto foram encaminhados ao Ministério das Cidades
Por Tatiana Giulietti | 5/6/2006
Um dos principais pontos históricos e turísticos de Praia Grande, a Capela Nossa Senhora da Guia, poderá ser reformada dentro dos próximos meses se o convênio proposto pela Prefeitura ao Ministério das Cidades for aprovado. A informação é do arquiteto Luis Fernando Félix de Paula, da Coordenadoria de Projetos Especiais.
Técnicos dos departamentos de Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria de Cultura e Eventos (Secult) realizaram pesquisas no local. O trabalho teve a colaboração dos arquitetos Antonio Luís Ramos Sarasá Martin e Daisy Estrá.
Especializados em conservação e restauração de edificações pela Universidade de São Paulo (USP), Sarasá e Daisy elaboraram laudo descrevendo os serviços que precisavam ser realizados no templo. As 12 imagens já foram restauradas e estão guardadas na seção de Patrimônio Histórico da Secult. Serão transferidas para a capela após a reforma.
De acordo com as análises, a reforma vai respeitar a construção feita em 1958. O altar, o piso e as paredes serão refeitos com mármore italiano, com detalhes arquitetônicos. A obra inclui a pintura por fora na cor original, palha, com detalhes em branco, além da recuperação do telhado e da restauração de portas e janelas. O custo aproximado é de R$ 150 mil.
Local – Uma das lendas em torno da capela, que se localiza na Área de Lazer Ézio Dall’Acqua, mais conhecida como Portinho, na entrada da Cidade, é que uma filha da família Soares, então proprietária da “fazenda”, foi curada de grave doença. A cura foi atribuída a um milagre de Nossa Senhora da Guia nos idos de 1894, quando teria sido construído no local um pequeno templo. A história ainda chama a atenção de devotos da santa.
No ano passado, quando acompanhou a equipe na vistoria, o secretário de Cultura e Eventos, Manoel Carlos Perez, o Cartola, lembrou que há cerca de 10 anos a Romaria dos Tropeiros passava por ali para receber a benção: “Até hoje eles fazem o roteiro todo primeiro sábado de dezembro, mas já não passam mais pela capela”. Ele ressalta que o templo é um patrimônio da Cidade e que continuará tendo interesse turístico e cultural.
Também para a chefe da seção de Patrimônio Histórico, Mônica Solange Rodrigues, “o valor histórico da capela não está na data em que foi construída, mas no significado que ela tem para a Cidade”.
Abusos – Antes de resgatar a verdadeira história da Capela Nossa Senhora da Guia e separar a lenda do folclore, a Prefeitura teve de enfrentar alguns abusos. Durante várias visitas, os técnicos verificaram que atrás da capela uma senhora estava construindo uma moradia, com cozinha e banheiros ladrilhados. A senhora tem casa própria e já saiu do local, retornando para sua família.
Há cerca de dois meses, equipes da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) trocaram as fechaduras das portas e limparam o local, eliminando inclusive vazamento em parte do telhado e removendo objetos largados em frente à capela. Na semana passada, o secretário Sérgio Bonito destacou equipe para fazer outra limpeza.
Técnicos dos departamentos de Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria de Cultura e Eventos (Secult) realizaram pesquisas no local. O trabalho teve a colaboração dos arquitetos Antonio Luís Ramos Sarasá Martin e Daisy Estrá.
Especializados em conservação e restauração de edificações pela Universidade de São Paulo (USP), Sarasá e Daisy elaboraram laudo descrevendo os serviços que precisavam ser realizados no templo. As 12 imagens já foram restauradas e estão guardadas na seção de Patrimônio Histórico da Secult. Serão transferidas para a capela após a reforma.
De acordo com as análises, a reforma vai respeitar a construção feita em 1958. O altar, o piso e as paredes serão refeitos com mármore italiano, com detalhes arquitetônicos. A obra inclui a pintura por fora na cor original, palha, com detalhes em branco, além da recuperação do telhado e da restauração de portas e janelas. O custo aproximado é de R$ 150 mil.
Local – Uma das lendas em torno da capela, que se localiza na Área de Lazer Ézio Dall’Acqua, mais conhecida como Portinho, na entrada da Cidade, é que uma filha da família Soares, então proprietária da “fazenda”, foi curada de grave doença. A cura foi atribuída a um milagre de Nossa Senhora da Guia nos idos de 1894, quando teria sido construído no local um pequeno templo. A história ainda chama a atenção de devotos da santa.
No ano passado, quando acompanhou a equipe na vistoria, o secretário de Cultura e Eventos, Manoel Carlos Perez, o Cartola, lembrou que há cerca de 10 anos a Romaria dos Tropeiros passava por ali para receber a benção: “Até hoje eles fazem o roteiro todo primeiro sábado de dezembro, mas já não passam mais pela capela”. Ele ressalta que o templo é um patrimônio da Cidade e que continuará tendo interesse turístico e cultural.
Também para a chefe da seção de Patrimônio Histórico, Mônica Solange Rodrigues, “o valor histórico da capela não está na data em que foi construída, mas no significado que ela tem para a Cidade”.
Abusos – Antes de resgatar a verdadeira história da Capela Nossa Senhora da Guia e separar a lenda do folclore, a Prefeitura teve de enfrentar alguns abusos. Durante várias visitas, os técnicos verificaram que atrás da capela uma senhora estava construindo uma moradia, com cozinha e banheiros ladrilhados. A senhora tem casa própria e já saiu do local, retornando para sua família.
Há cerca de dois meses, equipes da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) trocaram as fechaduras das portas e limparam o local, eliminando inclusive vazamento em parte do telhado e removendo objetos largados em frente à capela. Na semana passada, o secretário Sérgio Bonito destacou equipe para fazer outra limpeza.
