Nupvida enfrenta a violência doméstica
Profissionais querem romper a barreira do silêncio
Por Pablo Solano | 12/12/2006
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No interior das residências, a violência doméstica contra crianças e adolescentes fica encoberta pelo medo das vítimas, o que impede a denúncia dos agressores. Para romper esta barreira do silêncio, o Núcleo Municipal de Prevenção à Violência e Promoção da Vida (Nupvida) envolve agentes públicos de diversos segmentos que possuem contato permanente com o público jovem: pedagogos comunitários, profissionais das unidades de saúde, professores de escolinhas de esporte e técnicos de equipamentos de promoção social, entre outros.
Para aperfeiçoar este trabalho em rede, o Nupvida promoveu o Workshop de Violência Doméstica e Sexual contra Crianças e Adolescentes, desenvolvido pela ONG Sedes Sapientiae e o Centro de Referência às Vítimas da Violência.
“Queremos que nossos profissionais que trabalham no atendimento ao público jovem fiquem despertos para o diagnóstico precoce da violência doméstica, o que não é fácil, e que padronizem o encaminhamento desse tipo de ocorrência”, explica a coordenadora do Nupvida, Maria Cecília Cabrita.
A atividade foi custeada com recursos do Núcleo de Violência do Ministério da Saúde. Praia Grande é o único município da Baixada Santista que recebe verba federal do projeto.
Notificações – Desde o início do ano, Praia Grande conta com sistema para notificar casos de exploração e violência sexual, negligência, abuso e prostituição forçada, além de agressões físicas e psíquico-morais. A coordenadora do Nupvida, que também chefia o Departamento de Saúde Pública da Cidade, explica que as atividades capacitam os funcionários a identificar precocemente a violência doméstica e sexual.
A Divisão de Vigilância Epidemiológica de Praia Grande está criando um sistema online para tornar mais eficaz a notificação de casos suspeitos de violência doméstica e sexual.
“Com a construção dessa planilha, teremos um instrumento para saber a situação da violência em nosso Município e formular as políticas públicas pertinentes para enfrentá-la”, explica Maria Cecília.
Para a delegada-titutar da Delegacia de Direitos da Mulher, Edna Pacheco Fernandes Garcia, é importante a participação da rede pública no tema. “Essa rede está mais integrada à população que outras instituições.”
Os órgãos estaduais de segurança pública recebem denúncias anônimas sobre os casos de violência doméstica e sexual. Um dos canais é o Disque Denúncia, que atende pelo número 181. “Verificamos todos os casos”, afirma a delegada.
Atuando no combate à violência doméstica contra crianças e adolescentes na cidade de São Paulo, a consultora Rose Miyahaya afirma que o trabalho demanda da persistência dos profissionais envolvidos.
“Necessitamos de ações de impacto, mas que sempre tenham continuidade”, defende Rose. “O assunto está tão arraigado na cultura que ao primeiro descuido ele volta a ser tratado de maneira inadequada.”
Rose defende que os maiores perigos contra a integridade de crianças e adolescentes encontram-se dentro de casa. “A internet, responsável pela difusão de material de pedofilia, é acessada principalmente a partir das residências. Isso não existia no passado.”
Envolvimento – Montado em maio de 2005, o Nupvida possui 27 membros. É composto por representantes do Poder Público e da sociedade civil. O trabalho envolve a abordagem da violência como problema de saúde pública, já que afeta a qualidade de vida da população. Também estuda formas de combate à incidência de mortalidade e outras conseqüências da violência urbana.
Para aperfeiçoar este trabalho em rede, o Nupvida promoveu o Workshop de Violência Doméstica e Sexual contra Crianças e Adolescentes, desenvolvido pela ONG Sedes Sapientiae e o Centro de Referência às Vítimas da Violência.
“Queremos que nossos profissionais que trabalham no atendimento ao público jovem fiquem despertos para o diagnóstico precoce da violência doméstica, o que não é fácil, e que padronizem o encaminhamento desse tipo de ocorrência”, explica a coordenadora do Nupvida, Maria Cecília Cabrita.
A atividade foi custeada com recursos do Núcleo de Violência do Ministério da Saúde. Praia Grande é o único município da Baixada Santista que recebe verba federal do projeto.
Notificações – Desde o início do ano, Praia Grande conta com sistema para notificar casos de exploração e violência sexual, negligência, abuso e prostituição forçada, além de agressões físicas e psíquico-morais. A coordenadora do Nupvida, que também chefia o Departamento de Saúde Pública da Cidade, explica que as atividades capacitam os funcionários a identificar precocemente a violência doméstica e sexual.
A Divisão de Vigilância Epidemiológica de Praia Grande está criando um sistema online para tornar mais eficaz a notificação de casos suspeitos de violência doméstica e sexual.
“Com a construção dessa planilha, teremos um instrumento para saber a situação da violência em nosso Município e formular as políticas públicas pertinentes para enfrentá-la”, explica Maria Cecília.
Para a delegada-titutar da Delegacia de Direitos da Mulher, Edna Pacheco Fernandes Garcia, é importante a participação da rede pública no tema. “Essa rede está mais integrada à população que outras instituições.”
Os órgãos estaduais de segurança pública recebem denúncias anônimas sobre os casos de violência doméstica e sexual. Um dos canais é o Disque Denúncia, que atende pelo número 181. “Verificamos todos os casos”, afirma a delegada.
Atuando no combate à violência doméstica contra crianças e adolescentes na cidade de São Paulo, a consultora Rose Miyahaya afirma que o trabalho demanda da persistência dos profissionais envolvidos.
“Necessitamos de ações de impacto, mas que sempre tenham continuidade”, defende Rose. “O assunto está tão arraigado na cultura que ao primeiro descuido ele volta a ser tratado de maneira inadequada.”
Rose defende que os maiores perigos contra a integridade de crianças e adolescentes encontram-se dentro de casa. “A internet, responsável pela difusão de material de pedofilia, é acessada principalmente a partir das residências. Isso não existia no passado.”
Envolvimento – Montado em maio de 2005, o Nupvida possui 27 membros. É composto por representantes do Poder Público e da sociedade civil. O trabalho envolve a abordagem da violência como problema de saúde pública, já que afeta a qualidade de vida da população. Também estuda formas de combate à incidência de mortalidade e outras conseqüências da violência urbana.
