Setembro Verde: Complexo Hospitalar Irmã Dulce promove palestras sobre doação de órgãos

Encontros abordam temas como morte encefálica, transplantes e cuidados de enfermagem

Por: GUILHERME TAVARES (estagiário) MTB: | 10/09/2026

Fotos Jairo Marques / Prefeitura de Praia Grande

 

O Complexo Hospitalar Irmã Dulce realiza, nesta quinta (10) e sexta-feira (11), palestras em alusão ao Setembro Verde, mês de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Os encontros acontecem no hospital e têm como objetivo ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde sobre o processo de doação, desde a identificação da morte encefálica até os cuidados com potenciais doadores.

 

A programação tem como tema “O Legado da Vida: Morte encefálica, doação de órgãos e cuidados de enfermagem”. A iniciativa também reforça a atuação do Hospital Irmã Dulce, que é referência no Estado de São Paulo e na Baixada Santista pelo trabalho desenvolvido na captação de órgãos e tecidos.

 

O coordenador de enfermagem das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), do Pronto-Socorro e da Equipe Hospitalar de Doação de Órgãos para Transplantes (E-DOT) do Hospital Irmã Dulce, Luiz Henrique Pereira, explica que o Setembro Verde é um período importante para abordar sobre o assunto. “Em setembro nós comemoramos o Setembro Verde, que é um mês em que estimulamos a propagação da informação correta referente à doação de órgãos. A nossa equipe de doação de órgãos para transplante é referência no Estado de São Paulo e na Baixada Santista”.

 

Luiz Henrique destaca que o trabalho realizado no hospital segue critérios técnicos e protocolos específicos. “A equipe trabalha 24 horas por dia para garantir que o protocolo seja feito de maneira totalmente ética, sem ferir nenhum direito humano, e nós seguimos a fila do SUS conforme a prioridade de doação de órgãos”.

 

A relevância desse trabalho foi reconhecida recentemente. Na terça-feira (1º), o Complexo Hospitalar Irmã Dulce recebeu um certificado de excelência pela identificação, notificação e viabilização de potenciais doadores. A premiação ocorreu durante o 5º Encontro Estadual das Equipes Hospitalares de Doação para Transplantes do Estado de São Paulo, promovido pela Central Estadual de Transplantes.

 

Até setembro de 2026, foram registradas 46 notificações de morte encefálica no hospital, resultando em 16 doadores viáveis para a captação. O resultado já supera os números de todo o ano passado, quando foram contabilizadas 46 notificações e 15 captações efetivas.

 

Nesta sexta-feira (11), a programação contará com a participação de Edjane Borelli, coordenadora de Enfermagem da Organização de Procura de Órgãos da Escola Paulista de Medicina. A profissional é especialista em Captação e Transplantes de Órgãos, possui MBA em Urgência e Emergência com ênfase em Cardiologia e atua há 14 anos em Organização de Procura de Órgãos (OPO).

 

O Complexo Hospitalar Irmã Dulce possui uma E-DOT formada por enfermeiros, médicos, psicólogo, assistente social e fisioterapeuta. A equipe atua na identificação e manutenção de potenciais doadores, além da articulação com os responsáveis pela captação destinada aos transplantes.

 

No Brasil, a autorização da família é necessária para efetivar a doação. Por isso, o hospital reforça a importância de conversar com os familiares em vida e comunicar o desejo de ser doador. A campanha Setembro Verde busca ampliar esse diálogo e levar informação à população sobre um gesto que pode representar esperança e novas oportunidades para pessoas que aguardam por um transplante.