Sinalização de trânsito em áreas hospitalar e de pronto atendimento prioriza emergências
Placas e faixas alertam, regulamentam e guiam os motoristas, que devem respeitar as regras
Por: NÁDIA ALMEIDA MTB: 25.245 | 14/08/2026
Motoristas que trafegam por áreas hospitalares e de pronto atendimento devem ter atenção redobrada devido ao fluxo de entrada e saída de veículos que transportam pacientes em situações graves, como ambulâncias e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), além de serviços complementares. A advertência é da Secretaria de Trânsito (Setran) de Praia Grande, que orienta os condutores a respeitar as sinalizações, mas também a agir com consciência quando o assunto é salvar vidas.
Exemplo disso são as placas de proibido parar e estacionar junto ao Pronto-socorro Central, no Bairro Guilhermina, como explica o secretário municipal de Trânsito, Marcelino Santos Gomes. “No momento de emergência, para poder fazer toda a manobra e acessar a área, as ambulâncias necessitam de um espaço maior. Temos ainda a área de entrada para que o caminhão de oxigênio (medicinal) abasteça a unidade, um lugar que precisa estar vago”, prossegue. “Por isso pedimos a compreensão dos munícipes e das pessoas que transitam por esse local, para que evitem parar e estacionar em local proibido.”
A diretora Michele Rezende de Mesquita, da Divisão de Planejamento e Engenharia de Tráfego da Setran, destaca que, além da sinalização viária geral, para esse tipo de sinalização em áreas próximas a hospitais e unidades que fazem atendimentos de urgência e emergência há todo um estudo conjunto de verificação das necessidades operacionais. “Há as vagas para ambulâncias, vagas específicas, as de carga e descarga, para oxigênio (medicinal)”, enumera.
O objetivo é não apenas garantir segurança no tráfego, considerando, inclusive, a circulação de pedestres vulneráveis, como facilitar o acesso dos veículos envolvidos no socorro aos pacientes. “As pessoas envolvidas são sempre consultadas para saber qual é o trajeto dessas ambulâncias, que precisam chegar rápido à unidade, porque cada segundo é valiosíssimo para tentar salvar as vidas. Temos que deixar a entrada fácil de fluir”, prossegue. “Então, dependendo da largura da via, para a ambulância entrar na posição certa, às vezes temos que proibir (parar e estacionar) do outro lado (da via) para permitir essa curvatura. Algumas pessoas reclamam, mas precisam entender que cada segundo é importante.”
Embora a prioridade seja facilitar e agilizar o fluxo de ambulâncias e demais veículos imprescindíveis ao atendimento aos pacientes, a diretora pontua que a secretaria tenta, sempre que possível, disponibilizar vagas normais de estacionamento e as de curta duração, para embarque e desembarque de passageiros. “Temos que montar uma logística para atender todos os usuários da melhor forma”, acrescenta, frisando a necessidade de observância às regras. “As pessoas não devem parar em locais proibidos porque isso atrapalha o funcionamento da unidade de saúde. Todo mundo tem que respeitar a sinalização, ter essa consciência.”
A diretora cita que a questão do fluxo de ambulâncias e de veículos especiais como o SAMU é prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que pune, em seu Artigo 189, quem não dá passagem a veículos de emergência, polícia, bombeiros, ambulâncias ou batedores em serviço de urgência, com sirene e luzes ligadas, entre outras disposições. Vale lembrar que o CTB determina aos condutores a redução de velocidade dentro dos limites indicados pela sinalização e que evitem ruídos, como buzinas.
